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Economia florestal pode prevenir fogos 

18.06.08, ansiaonews
 

O secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, que esta quarta-feira foi à Lousã para conhecer os meios aéreos disponíveis, defende que o desenvolvimento da economia em torno da floresta pode ajudar a prevenir incêndios.
joão pedro campos * 

José Miguel Medeiros entende que, "com a alteração demográfica do país, o pinhal deixou de ter população a cuidar do terreno", o que o tornou mais vulnerável a fogos florestais. Segundo o secretário de Estado, o desenvolvimento da economia nessas zonas pode permitir uma reaproximação demográfica ao pinhal. "Pode ser que, ao apostar na economia em torno da floresta, não seja necessário fazer o investimento que se faz todos os anos na prevenção de incêndios", justifica José Miguel Medeiros. Natural de Ansião, recorda a sua infância, quando este concelho do distrito de Leiria "tinha uma economia em torno da floresta e esta estava limpa".

O responsável governamental pela Protecção Civil esteve de visita ao Centro de Meios Aéreos da Lousã e conheceu os meios que o distrito de Coimbra tem ao dispor para o combate aos fogos florestais.

Para José Miguel Medeiros, no que depende da vontade humana, "pode dizer-se que organização, meios e homens estão preparados para os incêndios". Quanto à previsão meteorológica para o Verão - que antevê tempo muito quente e seco - lembra o facto de ser licenciado em Geografia e ter algumas noções de climatologia. "Todos os anos são de risco, e uns mais favoráveis que outros. Mas temos de nos preparar sempre para o pior", sublinhou.

Na fase Bravo (fase inicial de prevenção florestal, que vai de 15 de Maio a 30 de Junho), o dispositivo operacional de combate a incêndios no distrito de Coimbra compreende seis equipas de intervenção permanente, totalizando 30 elementos. Inclui ainda 17 equipas de combate a incêndios (85 elementos), 12 equipas logísticas de apoio ao combate (24 elementos), um grupo de reforço a incêndios florestais (32) e três comandantes às operações de socorro.

Quanto a meios aéreos, a mesma fase no distrito dispõe de um helicóptero ligeiro e um avião "Dromadair", no Centro de Meios Aéreos da Lousã. Mais dois "Dromadair" estão também em Cernache (Coimbra) e Coja (Arganil), além de um helicóptero na Pampilhosa da Serra.

A nível nacional, o país dispõe de 56 meios aéreos. José Miguel Medeiros considera os meios aéreos e o ataque heli-transportado "uma valência muito importante", mas entende que não se devem dispensar os outros. "Se houver 60 focos de incêndio ao mesmo tempo há quatro que ficam sem meios aéreos. Tem de haver outras frentes", sublinhou.

 

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Lous%E3&Option=Interior&content_id=959454

 

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