![]() | A Melhor Interpretação Masculina foi atribuída a Roberto Moreira, do Teatro Olimpo (Ansião), pelo seu desempenho no espectáculo "O país dos decretos". Houve ainda a atribuição do Prémio do Público, criado para distinguir o melhor espectáculo na opinião dos espectadores assíduos do festival e que premiou, por maioria de votos, o espectáculo do Teatro Olimpo, "O país dos decretos". |
| "E o Prémio Cale de Melhor Espectáculo vai para 'A verdadeira história de Andreia Belchior', apresentado pelo grupo OPSIS em Metamorphose.
Foi assim que terminou, ontem, em Vila Nova de Gaia, a segunda edição do CALE-se, festival nacional de teatro, organizado pelo Cale Estúdio Teatro.
O CALE-se, que se iniciou em Janeiro e que contou com a participação de oito grupos de teatro não-profissional, oriundos de oito distritos, é o único festival de teatro de carácter competitivo organizado em Portugal por um grupo de teatro.
O Cale Estúdio Teatro, com 22 anos, pretende, assim, incentivar a qualidade dos espectáculos, tendo demonstrado, uma vez mais, que teatro feito por amadores não é sinónimo de teatro de fraca qualidade.
Bem pelo contrário. A avaliar todos os espectáculos, ao longo dos oito sábados de duração do festival, esteve um júri, constituido por Adriano Martins, actor profissional, em representação do grupo Os Plebeus Avintenses; Fernando Rodrigues, director da Companhia de Teatro Contacto, de Ovar, e Cândido Xavier, director do festival.
Foram oito os prémios CALE atribuídos, em clima de animada festa. Além do já mencionado Prémio para Melhor Espectáculo, o grupo OPSIS, de Cabeção (Mora), arrecadou ainda os prémios de Melhor Desenho de Luz, Melhor Sonoplastia e Melhor Interpretação Feminina, este para distinguir o desempenho de Margarida Abrantes.
Os prémios Melhor Cenografia e Melhor Guarda-Roupa foram para o grupo ATA - Acção Teatral Artimanha (Pinhal Novo). A Melhor Interpretação Masculina foi atribuída a Roberto Moreira, do Teatro Olimpo (Ansião), pelo seu desempenho no espectáculo "O país dos decretos".
Para Melhor Encenação, o júri votou em "Casal aberto", apresentado pelo Teatro Amador de Loureiro (Oliveira de Azeméis), com assinatura de José Moreira.
Houve ainda a atribuição do Prémio do Público, criado para distinguir o melhor espectáculo na opinião dos espectadores assíduos do festival e que premiou, por maioria de votos, o espectáculo do Teatro Olimpo, "O país dos decretos". |