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PCP pondera denunciar empresas do distrito à Inspecção do Trabalho

09.11.07, ansiaonews

Texto deJoão Carreira


Para já existe a lista de empresas do distrito que, segundo o PCP, exploram os trabalhadores. E ainda haverá lugar a negociações com as respectivas administrações, mas, caso estas falhem, os comunistas reconhecem que um dos cenários possíveis passa pela denúncia das situações à Autoridade para as Condições de Trabalho (ex-Inspecção-Geral do Trabalho), admitiu, quarta-feira, Paula Maximiano, do PCP de Leiria.
Sexta-feira da semana passada, o PCP acusou os empresários do distrito de explorarem os trabalhadores e culpou a “política de direita do PS” de estar na base desta situação, temendo ainda que tudo piore com a “flexisegurança que virá legitimar práticas que hoje são ilegais”.
As conclusões dos comunistas “nascem” de um inquérito que no distrito de Leiria abrangeu mais de cinco mil trabalhadores, num universo de cerca de 30 empresas, cujos nomes foram divulgados em conferência de imprensa. O PCP garante que as maiores firmas do distrito apostam na precariedade do trabalho, assegurando que nestas empresas há quem ocupe postos de trabalho há quatro ou cinco anos sem o vínculo de trabalho efectivo.
Segundo o PCP, milhares de trabalhadores estão com salários e subsídios em atraso, o que sucede em empresas de Caldas da Rainha, Alcobaça, Ansião e Peniche. A falta de pagamento de horas extras é outro dos pontos destacados no balanço da campanha “Basta de Injustiças: Mudar de Política para uma vida melhor” e neste caso são denunciadas três empresas de Alcobaça, Caldas da Rainha e Leiria. A colocação de câmaras de vídeo, com a intenção de vigiar os trabalhadores, e o pedido da listagem de aderentes à greve, bem como do respectivo vínculo laboral são dados como exemplos de “uma política que permite aprofundar a exploração e a retirada de direitos” aos trabalhadores.
“A defesa e a dinamização da nossa indústria, criação de incentivos à sua modernização que aumentem a competitividade e a produtividade das nossas empresas, criação de um fundo de apoio à exportação, a redução do IVA e a sua rápida devolução, a diminuição do custo dos combustíveis e da energia, bem como políticas e medidas de apoio à educação e formação profissional” são algumas das propostas do PCP.