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AFINAL EM QUE FICAMOS? Há ou não há médicos?

25.10.07, ansiaonews

Santiago da Guarda tem estado sem apoio médico. O Sr. Presidente da Câmara, Dr. Fernando Marques, depois de reunião em Coimbra, com  responsáveis da Saúde, dizia, em Discurso, na ETPSicó, no dia 16, que o problema é não haver médicos:



Mas hoje, o Sapo Notícias traz a seguinte notícia:

Saúde:

Médicos não faltam em Portugal, estão é mal distribuídos -

reitor da Universidade Nova


Badajoz, Espanha, 25 Out (Lusa) -

O reitor da Universidade Nova de Lisboa, António Rendas, afirmou hoje que não há falta de médicos em Portugal, estão é mal distribuídos, concentrados no litoral, sendo necessários incentivos e mais informação para rumarem ao interior.

"Não há carência de médicos em Portugal. Estão é mal distribuídos", afirmou o reitor da Nova e antigo director da Faculdade de Ciências Médicas daquela universidade, durante um debate em Badajoz (Espanha).

António Rendas falava, esta tarde, durante a mesa redonda "Os desafios da educação médica", integrada num dos cursos do encontro "Ágora - O Debate Peninsular".

O curso "Saúde sem Fronteiras - Cooperação em matéria sanitária" começou hoje em Badajoz, terminando sexta-feira, com a presença de especialistas espanhóis e portugueses.

Em declarações à agência Lusa, à margem do debate, António Rendas defendeu a necessidade de incentivos e mais informação para contrariar a tendência dos médicos estarem mais concentrados no litoral.

"Tem que haver mais estágios durante o curso de Medicina, como nós, na Faculdade de Ciências Médicas, estamos a fazer com os nossos estudantes no Alentejo", afiançou.

Segundo o reitor, deve existir um esquema que defina muito bem, por todo o país, o que são as necessidades em termos de especialidades e, depois, "informar os jovens licenciados".

"Estou convencido que podem haver pessoas que não sabem que podem praticar, inclusive com mais qualidade, fora dos grandes centros", argumentou, co-responsabilizando os jovens médicos e as administrações regionais de saúde por este desconhecimento.

Contudo, António Rendas também deixou uma mensagem de optimismo quanto a este cenário: "A pouco e pouco, isso está a ser corrigido".

O reitor da Universidade Nova lembrou ainda a "grande carência" de médicos e de estudantes de Medicina que existiu em Portugal há uns anos atrás, que levou a aumentos do número de vagas nas universidades.

Só que, defendeu, Portugal tem que passar desta fase, em que foram corrigidos aspectos quantitativos, para apostar na vertente qualitativa da formação dos médicos.

Na mesa redonda desta tarde, os vários oradores, portugueses e espanhóis, traçaram a forma como é feita a educação médica nos seus países, com as suas semelhanças e diferenças, mas todos coincidiram que um médico tem que estar preparado para actuar no mundo global e o que faz um bom médico são princípios universais, que não estão desactualizados.

Sobre o facto de muitos médicos espanhóis procurarem Portugal para exercer e alunos portugueses estudarem Medicina em universidades espanholas, os especialistas de ambos os países não consideraram esta interacção como negativa.

"Não creio que isso seja perigoso. Tenho pena é que não tenhamos capacidade de atrair estudantes espanhóis às nossas faculdades de Medicina, como tenho muita pena que os licenciados das faculdades de Medicina de outros países europeus não possam concorrer aos internatos [em Portugal] de uma forma mais atraente do que acontece agora", sustentou António Rendas.

Já Luis Munuera Martínez, docente da Universidade Autónoma de Madrid, também frisou não ver qualquer inconveniente em que mais estudantes portugueses se formem em medicina em faculdades espanholas, ao mesmo tempo que reconheceu que alguns médicos espanhóis preferem trabalhar em Portugal porque o "salário é mais alto, os contratos são por tempo indeterminado e o status é superior".

RRL.

Lusa/Fim

in: Sapo/Notícias, 07Out25

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